segunda-feira, março 14, 2011

Patricia Galvão - Pagú -

................Patricia Galvão - a Pagu - Patrícia Rehder Galvão, conhecida pelo pseudônimo de Pagu. Anarquista, comunista, era uma mulher a frente do seu tempo. Foi a primeira mulher presa no Brasil por motivações políticas.
Bem antes de virar Pagu, apelido que lhe foi dado pelo poeta
Raul Bopp, Zazá, como era conhecida em família, já era uma mulher avançada para os padrões da época, pois cometia algumas “extravagâncias” como fumar na rua, usar blusas transparentes, manter os cabelos bem cortados e eriçados e dizer palavrões a torta e direita. Ela não queria saber o que pensavam dela, tinha muitos namorados e causava polêmica na sociedade. Esse comportamento não era nada compatível com sua origem familiar, que era uma tradicional família e muito conservadora. Ao contrário do que se propaga, Pagu não participou da Semana de Arte Moderna. Tinha apenas 12 anos, em 1922, quando a Semana se realizou.

Em 1925, com quinze anos, passa a colaborar no Brás Jornal, assinando o pseudonimo de Patsy. O apelido Pagu surgiu de um erro do poeta modernista Raul Bopp, autor de Cobra Norato. Bopp inventou este apelido, ao dedicar-lhe um poema, porque imaginou que seu nome fosse Patrícia Goulart e por isso fez uma brincadeira com as primeiras sílabas do nome.

Com 18 anos, mal completara o Curso na Escola Normal da Capital (São Paulo, 1928) e já em 1929 está integrada ao movimento antropofágico, (foto abaixo) de cunho modernista, sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. É logo considerada a musa do movimento. Em 1930, um escândalo para a sociedade conservadora de então: Oswald separa-se de Tarsila e casa-se com Pagu. Especula-se que eles eram amantes desde a época que Oswald era casado. No mesmo ano, nasce Rudá de Andrade, segundo filho de Oswald e primeiro de Pagu. Os dois se tornam militantes do Partido Comunista.
Ao participar da organização de uma greve de estivadores em Santos Pagu é presa pela polícia política de Getúlio Vargas. Era a primeira de uma série de 23 prisões, ao longo da vida. Logo depois de ser solta, em (1933), partiu para uma viagem pelo mundo, deixando no Brasil o marido e o filho. No mesmo ano, publica o romance Parque Industrial, sob o pseudônimo de Mara Lobo.
Em 1935 é presa em Paris como comunista estrangeira, com identidade falsa, e é repatriada para o Brasil;. Separa-se definitivamente de Oswald, por conta de muitas brigas e ciúmes. Ela retoma sua atividade jornalística, mas é novamente presa e torturada pelas forças da Ditadura, ficando na cadeia por cinco anos. Nesses cinco anos, seu filho é criado por Oswald.
Ao sair da prisão, em 1940, já é outra Pagu, parece envelhecida e, rompe com o Partido Comunista, passando a defender um socialismo de linha trotskista. Integra a redação de A Vanguarda Socialista junto com seu marido Geraldo Ferraz, o crítico de arte Mário Pedrosa, Hilcar Leite e Edmundo Moniz.
Casa-se novamente com Geraldo Ferraz, e dessa união nasce seu segundo filho, Geraldo Galvão Ferraz, em 18 de junho de 1941. Ela passa a morar com os dois filhos e o marido. Oswald visita Rudá e eles passam a se relacionar como amigos.
Nessa mesma época viaja à
China e obtém as primeiras sementes de soja que foram introduzidas no Brasil.
Em
1952 frequenta a Escola de Arte Dramática de São Paulo, levando seus espetáculos a Santos. Ligada ao teatro de vanguarda apresenta a sua tradução de A Cantora Careca de Ionesco. Traduziu e dirigiu Fando e Liz de Arrabal, numa montagem amadora onde estreava um jovem artista Plínio Marcos.
Pagu e seu filho na praia de Santos
É conhecida como grande animadora cultural em Santos, onde passa a residir com marido e os dois filhos. Dedica-se em especial ao teatro, particularmente no incentivo a grupos amadores. Em
1945 lança novo romance, A Famosa Revista, escrito em parceria com o marido Geraldo Ferraz. Tenta, sem sucesso, uma vaga de deputada estadual nas eleições de 1950.
Ainda trabalhava como crítica de arte, quando foi acometida de um
câncer. Viaja a Paris para se submeter a uma cirurgia, sem resultados positivos. Decepcionada e desesperada por estar doente, Patrícia tenta suicídio, o que não se concretizou. Sobre o episódio, ela escreveu no panfleto "Verdade e Liberdade": "Uma bala ficou para trás, entre gazes e lembranças estraçalhadas". Volta ao Brasil e morre em 12 de dezembro de 1962, em decorrência da doença, para total tristeza de marido e filhos.
Em
2004 a catadora de papel Selma Morgana Sarti, em Santos, encontrou no lixo uma grande quantidade de fotos e documentos da escritora e do jornalista Geraldo Ferraz, seu último companheiro. Estes fazem parte hoje do arquivo da UNICAMP.
Em
2005, a cidade de São Paulo comemorou os 95 anos de nascimento de Pagu com uma vasta programação, que incluiu lançamento de livros, exposição de fotos, desenhos e textos da homenageada, apresentação de um espetáculo teatral sobre sua vida e inauguração de uma página na Internet. No dia exato de seu nascimento, convidados compareceram com trajes de época a uma festa Pagu, realizada no Museu da Imagem e do Som.


Outra faceta de Pagu é como desenhista e ilustradora. Participou da Revista de Antropofagia, publicada entre 1928 e 1929, entre outras. Recentemente foi publicado o livro Caderno de Croquis de Pagu, com uma coletânea de trabalhos da artista, bem como foi realizada uma exposição de alguns de seus desenhos na Galeria Hermitage.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011



Dia do Repórter
Homenagem a Murilo Antunes Alves.
Murilo Antunes Alves foi um grande repórter, por varias décadas. No dia 2 de Julho de 1948, Murilo Antunes Alves foi entrevistar Monteiro Lobato em sua residência Rua Barão de Itapetinga 193 no centro da cidade de São Paulo. Foi a entrevista mais difícil que Murilo fez, pois Monteiro Lobato era avesso a entrevistas, e quando viu o repórter com o técnico de som Paulo Fagundes com aquela tralha, um enorme gravador de rolo e microfone na mão, foi ai que ele ficou mais assustado.
Depois de varias tentativas sem sucesso a conversa é interrompida por dona Pureza esposa de Lobato dizendo que o fogão tinha quebrado.
Foi ai que Murilo encontrou a brecha para conseguir sucesso na entrevista.
Paulo Fagundes era o chamado faz tudo. Murilo olhou pra ele e, Paulo quebra essa?
Este meneando a cabeça afirmativamente deu a Murilo a chance de uma permuta.
Dr. José Bento Monteiro Lobato, se meu colega arrumar o fogão de sua esposa, o senhor concede a entrevista?
Pronto caso resolvido, o fogão foi arrumado e a entrevista foi feita, era uma quinta feira dia 2, e as 4 horas da madrugada de sábado dia 4 de julho de 1948, Monteiro Lobato sofreu um espasmo cerebral e veio a falecer. Com ele estava somente sua esposa.
Murilo Antunes Alves, esteve também dia 13 de Junho na tragédia que foi o incêndio do baile de Santo Antonio do Elite 28 na Rua Florêncio de Abreu, onde morreram 56 pessoas pisoteadas ou que se atiraram do alto do edifício assobradado. Onde estava a noticia lá estava ele.
Mário Lopomo

sábado, fevereiro 12, 2011

OS PRIMORDIOS DA TELAVISÃO BRASILEIRA





Homero Silva e a garotada do clube papai Noel de onde saiu Sonia Maria Dorse, a menina prodígio do Radio, filha do Maestro Francisco Dorse, da Radio e TV Tupi. O programa Clube Papai Noel deu muito certo no Radio, mas na TV não.

A dupla de humoristas Fusarca e Torresmo vem tambem do inicio da televisão, tinham um programa aos domingos pela manhã na TV Tupi.


Lolita Rodrigues era apresentadora de programas junto ao marido Airton Rodrigues descendente de espanhóis, cantava, dançava e tocava castanholas, depois tornou-se atriz das novelas da TV Excelsior e das melhores
Manoel de Nobrega era mais do radio, Foi para a TV e fez a Praça da Alegria, depois como indenização ganhou de Victor Costa um programa dominical nas tardes de domingo, assim como o Bau da Felicidade esse programa ele deu de mão beijada para Silvio Santos, "seu pai artistico".





Altair Lima ator que veio dos grandes Teatros das noites de sabado da Tupi, para depois brilhar nas novelas de TV Ecelsior e Globo.



Marlene Morel era garota propaganda da TV Tupi


Blota Junior foi tambem produto do Radio como a maioria dos primeiros artistas da TV. Era locutor esportivo, depois comentarista e apreentador de programas de radio junto a seu irmão Geraldo, foi para a TV e, junto a sua esposa Sônia Ribeiro formou uma dupla de apresentadores dos queridos da televisão.









Rubens Moraes Sarmento era mais homem de Radio na TV apresentou Viola minha Viola com Inezita Barroso.
























quinta-feira, janeiro 27, 2011

Avenida Paulista

Avenida Paulista
Esta é a Avenida Paulista que em 1927 teve seu nome mudado para Avenida Carlos de Campos em homenagem ao presidente de São Paulo (Na época equivalente ao cargo de governador) que tinha falecido naquele ano. Os paulistanos não gostaram nada da mudança do nome e a Avenida paulista recuperou seu nome no inicio da década de 30. A foto acima é do inicio do seculo, e já se mostrava bastante habitada com os casarões dos barões do Café. Hoje ela não é só bonita...é simplesmente linda, como mostra a ultima foto abaixo.



As fotos mostram acima os casarões que desde seu inicio foram a maioria das habitações que eram construidas. Já na foto abaixo a avenida Paulista dos anos 1950. Ja com alguns predios e ainda com muitos casarões.

Aqui a bela Avenida Paulista de agora e já foi eleita o cartão postal da cidade em eleição realizada anos atras.


sábado, janeiro 22, 2011

São Paulo Antigo.










Primeiro prefeito de São paulo Antonio de Almeida Prado,

Bairro da Bela Vista, o Bixiga, em 1867

Hospedaria dos imigrantes, foto dos anos 1900, Ali eles ficavam até surgir um trabalho nas fazendas de café. dentre os imigrantes que aportaram ali tinha em sua maioria italianos, depois portugueses e tambem espanhois. Mercado Municipal da cidade de São Paulo, 1926, foto tirada no fim das obras com todos os obreiros perfilados para o orgulho do arquiteto Felisberto Ranzini, chefe do departamento do escritorio de Ramos Azevedo Carnaval Na Avenida Paulista anos 1930, o tempo que tinha o corso.
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Fachada de uma pensão da Rua Flotencio de Abreu anos 1930
Bloco Carnavalesco, Rancho Folião Paulista do bairro do Bixiga do carnaval de 1932. Era uma dissidencia do Cordão dos Moderados, de operarios da comunidade italiana da Agua Branca, era um tempo que o Carnaval de rua era muito forte.
Predio do Correio Central em 1938 na Praça Alfredo Issa esquina da Avenida São João, logo depois do Vale do Anhangabau.
RAE-Repartição de Aguas e Esgotos -1940 - Mais tarde passou a ser, DAE - Departamento de Aguas e Esgotos, nos anos 1970, ficou sendo a Sabesp- Saneamento Basico do Estado de São Paulo. Domingos Da Guia, 1944, jogava pelo Corintihans e defendia o selecionado Paulista no Campeonato Brasileiro de Seleções.
1945 Avenida São João, local onde seriam recebidos os nossos valorosos herois da 2º guerra mundial que lutaram a favor da liberdade no campo de batalha de Monte Castelo na Italia. As valorosas nadadoras que disputaram o torneio realizado pela Federação Paulista de Natação na piscina do Clube de Regatas Tietê, no ano de 1947, a vencedora foi Eleonora Schimitt, a ultima da esquerda para a direita.
Avenida Paulista em 1950, quando ainda possuia muitos casarões construidos pelos Barões do Café
Cine Metro um dos mais chiques cinemas de São Paulo virou igreja de crente, coisa do capeta.
Cine Riviera, anos 1950, um dos cinemas que virou igreja, ao contrario do Metro já não existe mais nem como igreja. Um dia se tornou Renascer e pegou fogo. A praga deve ter sido tão grande que nem das Cinzas Renasceu. Os Cafajestes filme de Rui Guerra ano 1962, do Chamado Cinema Novo tão criticado e polemico na época, por mostrar pela primeira vez no cinema gente fumando Maconha e usando Drogas. Esta cena aparentemente singela, é uma das mais fortes do texto. É o momento em que foram a praia para fazer sexo, mas a coisa não desabrochou, pelo contrario. A personagem de Norma Benguel diz ao personagem de Jesse Valadão:É o efeito da droga, né? Viaduto do Chá 1960, o primeiro a esquerda é o presidente Jânio Quadros que surpreendeu a todos vindo a São Paulo e circulou de carro e a pé sem escolta. Coisa que nos dias hoje nem pensar. Os mediocres tem varios seguranças, autenticos guarda roupas, com cara de mau. O prefeito Faria Lima, e dona Jô Clemente, dando inicio as obras da AACD, na Vila Clementino em 1967.

O tempo que a cidade tinha muitos engraxates, No Anhangabaú e na Praça da Sé ninguem ficava sem dar lustro nos sapatos.
Aeroporto de Congonhas em 1959